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MUITO MAIS DO QUE UM PARAÍSO

Um cenário paradisíaco, onde o mar se transforma em piscinas de águas cristalinas e mornas, a uma temperatura média de 26º C. De tão completo, Porto de Galinhas - localizado ao litoral sul de Pernambuco, no município de Ipojuca, e a 50 km do Aeroporto Internacional de Recife/Jaboatão dos Guararapes - é o destino de viagem número um de casais apaixonados e de famílias. Do total de visitantes, 79% vão com os familiares e 87% escolhem o balneário em busca de sol e mar. No ano passado, a região recebeu aproximadamente um milhão de turistas.

Segundo pesquisa da Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco, realizada com 4.201 visitantes em 2012, 98,71% avaliaram como ótimos os atrativos naturais e a satisfação foi tão grande que 89,78% disseram que pretendem voltar. E não é à toa. A região também é rica em experiências gastronômicas, esportivas, ecológicas e culturais e tem uma infraestrutura hoteleira de primeira qualidade, com 13 mil leitos distribuídos em hotéis, pousadas e resorts. A hospitalidade foi avaliada como ótima por 93,56% dos turistas que visitaram a região.

Eleita por dez vezes consecutivas a melhor praia do País pela revista Viagem & Turismo, Porto de Galinhas também é o quinto destino mais procurado do Brasil para o turismo de lazer. Tanto que se tornou uma região mais famosa do que o nome do próprio município onde está situada - Ipojuca, que hoje responde pela terceira maior arrecadação do Estado de Pernambuco. Porto de Galinhas tem 18 quilômetros de areia branca e batida, com coqueirais e praias perfeitas para todos os gostos, para quem quer relaxar, namorar, mergulhar ou praticar esportes náuticos.

Essa vocação para o turismo faz parte da história de Porto de Galinhas desde o século 19, quando a região de belas praias tinha um porto pesqueiro e se tornou a estação de veraneio dos senhores de engenho. A partir da década de 60 foi descoberta pela classe média e passou a ser um dos balneários mais conhecidos do País. Desde a fundação da Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas (AHPG), em 1992, a região continua em grande desenvolvimento e hoje é o principal polo turístico de lazer de Pernambuco.

ERA UMA VEZ... A GALINHA

Embora a galinha tenha virado um ícone local nas ruas e lojas de artesanato, Porto de Galinhas não recebeu esse nome pela atividade de criação, tampouco pelo comércio das aves vivas. A história remonta ao ano de 1850, quando a lei então em vigor proibia o comércio de escravos no Brasil.

O desembarque clandestino na região era comum no século 19. Para combater a prática proibida, foi construído o Forte da Gameleira, do qual ainda restam ruínas em frente ao posto salva-vidas de Porto de Galinhas. Os navios atracavam com os porões cheios de escravos e uma forma de burlar a fiscalização era cobri-los com engradados de galinhas D’Angola, que também era ingrediente nobre da comida preferida da Corte.

A senha secreta da tripulação para os traficantes de escravos era “tem galinha nova no porto”, que significava que uma nova remessa deles havia chegado da África. E daí surgiu o nome Porto de Galinhas.

Antes desse nome, a região também foi chamada de Porto Rico porque, nos séculos 15 e 16, a principal atividade era a extração e o tráfico de pau-brasil. Além disso, era de lá que saía o açúcar bruto produzido nos engenhos de Ipojuca. Em mapas e relatos de exploradores, Porto de Galinhas também é chamada de Porto do Boi Só, Maracaípe e de feitoria de Santo Aleixo. Foi o segundo local habitado pelo homem branco no Brasil, segundo o livro Porto de Galinhas de Ponta a Ponta, de Ricardo A. Sericano.

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